13º Salário fortalece a economia brasileira

Sempre que se quer criticar o governo, fala-se que ele gasta demais, isso incluindo o pagamento dos seus servidores. A matéria a seguir, do jornal O Estado de São Paulo, nos fornece informações valiosas sobre a importância da discussão em torno dos salários pagos aos trabalhadores no Brasil. União, estados e municípios remuneram mal, via de regra, os seus servidores, notadamente professores, pessoal da saúde e da segurança pública. Estão aí para demonstrar, as recorrentes greves que todos os anos pipocam pelo País por melhores salários e planos de carreira. A visão curta das autoridades impede que visualizem que pagar bem ao funcionalismo não constitui gasto, mas investimento direto na economia. Do mesmo modo, a iniciativa privada explora o trabalhador, remunerando-lhe aquém do que seus lucros permitem, numa ganância que só garroteia a economia. O leitor pode imaginar como seria punjante a nossa economia se houvesse uma justiça distributiva no Brasil. Os R$118 bilhões seriam multiplicados, igualmente, a produção de mercadorias, bens e serviços; teríamos mais postos de trabalho e maior arrecadação pelos governos. Este círculo virtuoso é um desafio para os gestores públicos e para os empresários. O atraso no País está na concentração de riquezas nas mãos de poucos. Acordem, donos do poder! (Fátima Vilanova)

Pagamento de 13º salário injetará R$118 bilhões na economia

Wladimir D’Andrade, da Agência Estado
SÃO PAULO – “O pagamento do 13.º salário neste ano deve colocar R$ 118 bilhões na economia brasileira, montante que representa 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB), informa estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado hoje. Aproximadamente 78 milhões de pessoas serão beneficiadas, número 5,4% superior ao verificado em 2010. No ano passado, a estimativa do Dieese era de que R$ 102 bilhões seriam injetados na economia em 2011 com o 13º salário, projeção 15,6% menor ao número divulgado agora.

Perto de 30% dos R$ 118 bilhões, ou pouco mais de R$ 34 bilhões, irão para aposentados e pensionistas. Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficarão com 19,4% (R$ 22,9 bilhões) do total. Aposentados e pensionistas da União ficarão com R$ 6,1 bilhões (5,2%) e aposentados e pensionistas dos Estados, com R$ 5,4 bilhões (4,5%). Mas a maior parte, cerca de 70%, o que corresponde a R$ 84 bilhões, irá para empregados formalizados.

Do total de 78 milhões de pessoas que receberão o 13º salário no final do ano, de acordo com o Dieese, 61,9% (48,3 milhões) são empregados formais e 38,1% (29,7 milhões), aposentados e pensionistas. Os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada totalizam 2,4 milhões, ou 3,1% do total. Um milhão, ou 1,2% do total, são aposentados e beneficiários de pensão da União. Aposentados e pensionistas dos Estados não foram quantificados.

Entre os trabalhadores com carteira assinada, os do setor de serviços e da administração pública ficarão com 60,1% dos R$ 84 bilhões destinados ao mercado formal; os da indústria ficarão com 20,7% e os comerciários, com 12,5%. Aqueles que trabalham na construção civil receberão o correspondente a 4,8% e 2% irão para os trabalhadores da agropecuária.

O 13º salário pago aos empregados formais atinge, em média, R$ 1.783,47 e os trabalhadores do setor de serviços receberão o maior valor médio, de R$ 2.045,78. O setor industrial aparece com o segundo maior valor médio, de R$ 1.912,56, seguido pelos empregados da construção civil (R$ 1.422,94), do comércio (R$ 1.186,48) e do setor primário (R$ 984,88). Por região, o maior valor médio para o 13º será pago em Brasília (R$ 3.193) e o menor, no Maranhão (R$ 974).

As estimativas do Dieese levam em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), além de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e dados do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN)”.

Jornal O Estado de São Paulo

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Sobre Fátima Vilanova

Engenheira de Pesca, Doutora em Sociologia, ex-ouvidora da Universidade Estadual do Ceará (UECE), debatedora e comentarista de rádio e articulista de jornais. Palestrante sobre os seguintes temas: ouvidoria, gestão pública, política e cidadania
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